O jornalista Franklin Jorge encontrou um longo depoimento prestado pela atriz e dramaturga Didi Câmara Cardoso, natalense, que se destacou no antrigo Distrito Federal, onde residiu a partir dos anos 40, após se casar com o ator Fernando Cardoso. Franklin informou que vai inserir o depoimento no 3º volume de Spleen de Natal, que entrará em processo de edição nos próximos meses. O depoimento é um importante achado para traçar um perfil intelectual e humano da poetisa Didi Câmara, que até poucos anos era considerada um poetisa desconhecida das novas gerações, segundo crônicas de Woden Madruga. Didi Cãmara era amiga da minha sogra, Maria Natividade, a pioneira na literatura infanto-juvenil potiguar e que será homenageada pela seção estadual da União Brasileira de Escritores, nos próximos meses, segundo informou o escritor Eduardo Gosson.
Objetiva divulgar memórias familiares, história da Ribeira, da cultura e dos costumes de Natal/RN,fotos,poesias,fragmentos do cotidiano escolar da matriarca Nati Cortez bem como de pessoas que desejarem publicar seus escritos.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
UBE/RN aprova Coleção Nati Cortez.
UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN - UBE/RN
Comunicado de reunião nº 03/2012
Através do presente Comunicado ficam todos os membros da Diretoria, do Conselho Fiscal e do Conselho Consultivo da UBE/RN avisados do adiamento, por motivo extraordinário (morte de um filho), da Reunião Ordinária que estava agendada para o dia 06 corrente e que fica remarcada para a próxima quinta-feira, dia 14, com a seguinte
Ordem do Dia:
1. Leitura da Ata de posse da Diretoria (biênio 2012/2013)
2. Aprovação de novos sócios
3. Resolução 02/2012: Coleção Nati Cortez (Literatura Infanto-Juvenil)
4. Programação de um ano de Encantamento de Bartolomeu Correia de Melo
5. Outros assuntos correlatos.
Data: 14.06.2012 (Quinta-feira)
Local: Academia Norte-Rio-Grandense de Letras
Hora: 16 h
Natal/RN, 04 de Junho de 2012
Eduardo Gosson
Presidente
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Na noite de ontem, o escritor Eduardo Gosson comunicou a Resolução da UBE potiguar, criando A Coleção Nati Cortez (Literatura Infanto-Juvenil).
domingo, 1 de abril de 2012
Chico Anisio, chorinho e discos voadores.
Aproveitando o gancho da coluna do professor Woden, republico a edição de hoje para lembrar aos seus milhares de leitores que o grande Chico Anísio, em entrevista concedida a Roberto D'Ávila, reprisada após o seu falecimento, revelou o seu lado espiritualista e de ufólogo. Contou que viu um disco voador em Natal, quando estava hospedado no Hotel Reis Magos, cuja data não foi revelada, mas que chamou várias pessoas para testemunhar a aparição, em alto mar, à noite. Gutemberg Costa, pesquisador de folclore e que está preparando uma antologia de mulheres cordelistas do RN, me disse que prepara um verbete sobre Nati Cortez, como a primeira mulher que pesquisou discos voadores no Rio Grande do Norte e que escreveu cordel. Luiz G. Cortez, jornalista.
JORNAL DE WM
por Woden Madruga
Esta coluna é atualizada diariamente
Gente da gente
Tiro da gaveta o Jornalzinho do Sebo Vermelho (invenção de Abimael e Carlão) de novembro de 1955. Número 30, ano VI. Na capa, Ademilde Fonseca: “Ademilde Fonseca: Rainha do Chorinho”. O Sebo Vermelho não explica porquê Ademilde Fonseca. O bom do Jornalzinho, no tempo que ele circulava, é que não explicava o porquê. Era como se fosse um mural. Ia colocando as coisas. Por exemplo, entre alguns anúncios que, certamente financiavam o papel, tinha um da deputada Fátima Bezerra e ao seu lado, outro do “Viver Bar e Restaurante”. Noutro canto, “Carne e Queijo de Caicó”. E por falar em Caicó, na coluna “Boatos”, assinada por Macaco Tião, tem esta nota: “Moacy Cirne esteve em Natal, visitou o novo endereço do Sebo Vermelho e reencontrou velhos amigos, tipo Falves Silva, Anchieta Fernandes, Jarbas Martins, e com eles curtiu merecidas férias em uma Natal quase moderna e contemporânea”. É a melhor definição de Natal nestes últimos 100 anos.
E Ademilde Fonseca? Nas duas páginas centrais está o assunto da capa, repetindo a manchete “Ademilde Fonseca: Rainha do Chorinho. São vários textos. Numa página inteira, o Jornalzinho transcreveu todo o encarte do disco “Ademilde Fonseca & Seus Chorões Maravilhsos”. Conta a trajetória artística da grande cantora, que morreu esta semana no Rio de Janeiro, aos 91 anos. Começa assim:
- O choro é um gênero genuinamente carioca, mas a “Rainha do chorinho” veio do Rio Grande do Norte para arrebatar um título e um cetro que nunca mais lhe saiu das mãos. Ademilde Fonseca é de Pirituba, cidade plantada no Município de Macaíba. Lá nasceu no dia 4 de março de 1921. Mas só vinte anos depois é que viria para o Rio de Janeiro, e vale a pena contar (bastante por alto) o que se passou nesse período. Com três anos de idade já cantava (“e com desembaraço” – afirma hoje) um choro seresteiro cujo nome não guarda. No Grupo Escolar “Antônio de Souza” – onde acalentava seus sonhos de vir a ser professora – ela aprenderia, com seu companheiro de brinquedos Geraldo Gomes, a letra do “Tico tico no fubá”, de Zequinha de Abreu, que a mãe de Geraldo Gomes, tentava ensinar ao garoto.”
Mais adiante:
- Em 1942 vamos encontrá-la fazendo um teste na Rádio Clube do Brasil, onde obviamente foi aprovada. Começa uma vida semiprofissional, cantando (mas sem receber nada) com o conjunto regional de Benedito Lacerda. Com o grande flautista, comparece um dia a uma festa grã-fina e pede a Lacerda para acompanha-la no “Tico tico no fubá” – o que causa surpresa ao próprio instrumentista: “Isso não tem letra, menina!” E no dia seguinte, lá está Ademilde diante de João de Barro, o célebre Braguinha – que logo autorizou a gravação de um 78’’ (Disco Columbia n. 55.368, 10-07-42). A partir daí, conhece o sabor da fama: assina com a Tupi (das Emissoras Associadas) em 1944, apresentando-se com os regionais de Claudionor Cruz e Rogério Guimarães.
Uma fonte excelente para quem desejar pesquisar Ademilde Fonseca é “O Dicionário da Música do Rio Grande do Norte”, de Leide Câmara, que também criou e dirige o “Acervo da Música Potiguar”, um arquivo fabuloso, como poucas instituições no gênero. O verbete se estende por três páginas e meia batidas.
Chico e Hianto
Mário Sérgio de Sá Leitão, o maior pesquisador litero-musical da Reta Tabajara, me disse, uma manhã dessas, na calçada do Cova da Onça, que a imprensa de Natal, ao registrar a morte do humorista Chico Anísio, passou batida quando se esqueceu de lembrar sua parceria musical com um dos mais importantes compositores do Rio Grande do Norte, o Hianto de Almeida. Também, um dos percussores da Bossa Nova ( algumas de suas composições tiveram arranjos de Tom Jobim, e em 1952, no início de sua carreira, João Gilberto, gravou um samba-canção de Hianto, chamado “Meia Luz”).
Me assegurou Mário Sérgio que Chico Anísio foi parceiro de Hianto de Almeida em mais de vinte composições, todas gravadas e a maioria delas interpretadas por cantores e cantoras famosos como Orlando Silva, Pery Ribeiro, Dircinha Batista, Maysa, Trio Irakitan, Trio Marayá, por aí. Mario vai debulhando, de cor, sem parar, não sei quantas músicas. Aqui e acolá, solfejando, uma, duas, três. Ele, então, desconfiou que eu não estava acreditando no papo. E disse: Se você não acredita, quando chegar em casa consulte o Dicionário de Leide Câmara.
Não duvidei do meu amigo Mário Sérgio, filho de um grande amigo, o sempre saudoso José Waldenício de Sá Leitão, também amante de uma boa música e de uma santa boemia, ao lado de parceiros famosos, como um Silvio Caldas, por exemplo, quando o grande seresteiro vinha por estas bandas. Mas quando cheguei em casa fui direto ao dicionário de Leide. Tem seis páginas sobre Hianto de Almeida. Tudo, incluindo a discografia do compositor existente no Acervo. Destaco uma das passagens do verbete:
- O humorista Chico Anísio, parceiro de Hianto de Almeida em cerca de 24 composições, ao ser entrevistado pela revista Playboy (n. 148, edição de novembro de 1987, p. 65), respondeu ao repórter que lhe perguntou se tinha alguma música composta em parceria com Tom Jobim: “Tenho a grande honra de dizer que o primeiro arranjo do Tom foi em cima de uma música com letra minha, ‘Conversa de sofá’”. E continuou Chico Anísio: “ Acho que foi aí que ele aprendeu a compor, porque descobriu que a música de Hianto de Almeida, tinha uma sequência e foi em cima”.
Socorro Trindad
Nesse número do Jornalzinho do Sebo Vermelho, anotado lá em cima, tem um texto de Anchieta Fernandes comentando o livro da escritora Socorro Trindad, O Dia Público e Outros Dias. Começa assim: “Socorro Trindad é uma das boas escritoras norte-rio-grandenses de nosso tempo. Embora diversificando-se através de mais de um gênero é no conto que o seu talento brilha mais (...)”
Quinta-feira, vaquejando publicações sobre Millôr Fernandes encontrei numa das minhas gavetas um número do “Pasquim”. Era de 30 de janeiro de 1985, que traz um artigo de Millôr, publicado em 1973, Réquiem. Era como o prenúncio da morte do semanário sufocado pela censura da ditadura. Que não aconteceu. O Pasquim resistiria até novembro de 1991,
Acontece que neste número do Pasquim, tem um anúncio do lançamento de um livro de Socorro Trindad, Eu não tenho palavras, no Rio de Janeiro. O anúncio é da Codecri, que editava o Pasquim e que publicou muitos livros durante a sua existência, inclusive de Henfil. Diz lá: “Você está convidado para o lançamento de “Eu não tenho palavras...”, dia 28.01.85. Palestra com Affonso Romano de Sant’Anna, Jorge Sá, Moacy Cirne e Socorro Trindad. Show musical com Terezinha de Jesus, Babal e outros. A partir das 20 horas na ABI”.
Por onde anda Socorro Trindad?
sexta-feira, 9 de março de 2012
Os cacimbões do tempo da guerra.
Os cacimbões poderiam ser transformados em pontos turísticos? Não, devido ao avanço do mar e eles vão sumir, cedo do tarde. Se o mar retroceder, aí é outra história. No entanto, até hoje, nenhum órgão público se interessou em mostrar os cacimbões de Búzios/Tabatinga para os estudantes e turistas que nos visitam. Luiz Gonzaga Cortez. Observção: a foto foi feita no domingo de carnaval de 2012. Detalhe: em 1942, os cacimbões ficavam distante da maré alta. Hoje, estão danificados pelas águas salgadas, ventanias e pessoas ignorantes que fazem buracos na alvenaria.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Fotos da família do casarão 453.
Esta foto é de 1950 : dona Nati segura no colo a sua filha Fátima, tendo Antonio e Gonzaga nas laterais, Gracinha, Marta, Cecília, Maria José, Carmela, Margarida, Ana Maria e João Maria (na frente, à esquerda). Nos fundos: Cleóbulo, Cleando, Manoel Genésio Cortez Gomes, Miguel e Francisco de Assis.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Ana Maria apronta novo livro.
Pois é, caros amigos (as), a mana Ana Maria Cortez, está escrevendo um novo livro de poemas e pretende publicá-lo no Brasil. O segundo livro ainda não tem título, mas ela está empenhada seriamente em editar no Brasil.E busca recursos para tal. Na minha opinião, Ana tem folego para escrever livros e participar de concursos internacionais de poesia. No Brasil, idem. Só que ela não quer, penso eu. Aliás, ela não diz tudo o que pensa sobre esses assuntos ( pesquisa de preços, editoras, capa, ilustrações, etc). Posso estar equivocado , mas esta é a minha opinião. O primeiro livro de Ana Maria, "A poesia é uma história para contar - 54 poemas" foi bem recebido pela crítica de Franklin Jorge, de Natal/RN.
Além de Maria Natividade Cortez Gomes, são revelações poéticas na família Cortez Gomes, Ana Maria e o médiuco Paulo Alfredo Simonetti Gomes (neto de dona Nati) e Maria das Graças, cujos poemas estão guardados na Inglaterra. Cinthia Larissa M. Cortez também poemas inéditos e alguns publicados numa antologia de novos poetas de Natal, organizada pela Sociedade dos Poetas Vivos do RN-SPVRN, da qual faz parte a poetisa Graça Faria. Esta é mais uma opinião pessoal. Vou tentar ouvir a opinião (ou ler?) do professor Roberto Lima. Vou tentar, repito. Motivo: Roberto Lima há cinco anos que não manda imeios para mim.
Foto de Nati Cortez e sua amiga Lilia Galvão, nos anos 50 numa praia de Natal. Foto de João Maria Cortez Gomes de Melo.
Além de Maria Natividade Cortez Gomes, são revelações poéticas na família Cortez Gomes, Ana Maria e o médiuco Paulo Alfredo Simonetti Gomes (neto de dona Nati) e Maria das Graças, cujos poemas estão guardados na Inglaterra. Cinthia Larissa M. Cortez também poemas inéditos e alguns publicados numa antologia de novos poetas de Natal, organizada pela Sociedade dos Poetas Vivos do RN-SPVRN, da qual faz parte a poetisa Graça Faria. Esta é mais uma opinião pessoal. Vou tentar ouvir a opinião (ou ler?) do professor Roberto Lima. Vou tentar, repito. Motivo: Roberto Lima há cinco anos que não manda imeios para mim.
Foto de Nati Cortez e sua amiga Lilia Galvão, nos anos 50 numa praia de Natal. Foto de João Maria Cortez Gomes de Melo.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Zé Saldanha, poeta popular.
Foi sepultado na manhã de hoje, no cemitério Morada da Paz, em Parnamirim, o poeta popular José Saldanha de Menezes Sobrinho, sapateiro e feirante em Currais Novos até fins da década de 70, quando veio morar em Candelária, em Natal, onde montou uma mercearia e bar "O Recanto do Sertão". Ele conheceu a poetisa Nati Cortez e foi inscrita na Associação Estadual de Poetas Populares-AEPP, no dia 24 de agosto de 1977, através do seu filho Rosáfico Saldanha Dantas, amigo dela. Rosáfico conheceu dona Nati através de Anilton de Souza, funcionário do antigo IDEC, hoje IDEMA, que funcionava defronte à casa de nº 453. Anilton é amigo de Rosáfico que visitou dona Nati muitas vêzes, pois participava do grupo de estudos ufológicos.
Anexo, a fotocópia da ficha de inscrição de Maria Natividade Cortez Gomes.
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