Os cacimbões poderiam ser transformados em pontos turísticos? Não, devido ao avanço do mar e eles vão sumir, cedo do tarde. Se o mar retroceder, aí é outra história. No entanto, até hoje, nenhum órgão público se interessou em mostrar os cacimbões de Búzios/Tabatinga para os estudantes e turistas que nos visitam. Luiz Gonzaga Cortez. Observção: a foto foi feita no domingo de carnaval de 2012. Detalhe: em 1942, os cacimbões ficavam distante da maré alta. Hoje, estão danificados pelas águas salgadas, ventanias e pessoas ignorantes que fazem buracos na alvenaria.
Objetiva divulgar memórias familiares, história da Ribeira, da cultura e dos costumes de Natal/RN,fotos,poesias,fragmentos do cotidiano escolar da matriarca Nati Cortez bem como de pessoas que desejarem publicar seus escritos.
sexta-feira, 9 de março de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Fotos da família do casarão 453.
Esta foto é de 1950 : dona Nati segura no colo a sua filha Fátima, tendo Antonio e Gonzaga nas laterais, Gracinha, Marta, Cecília, Maria José, Carmela, Margarida, Ana Maria e João Maria (na frente, à esquerda). Nos fundos: Cleóbulo, Cleando, Manoel Genésio Cortez Gomes, Miguel e Francisco de Assis.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Ana Maria apronta novo livro.
Pois é, caros amigos (as), a mana Ana Maria Cortez, está escrevendo um novo livro de poemas e pretende publicá-lo no Brasil. O segundo livro ainda não tem título, mas ela está empenhada seriamente em editar no Brasil.E busca recursos para tal. Na minha opinião, Ana tem folego para escrever livros e participar de concursos internacionais de poesia. No Brasil, idem. Só que ela não quer, penso eu. Aliás, ela não diz tudo o que pensa sobre esses assuntos ( pesquisa de preços, editoras, capa, ilustrações, etc). Posso estar equivocado , mas esta é a minha opinião. O primeiro livro de Ana Maria, "A poesia é uma história para contar - 54 poemas" foi bem recebido pela crítica de Franklin Jorge, de Natal/RN.
Além de Maria Natividade Cortez Gomes, são revelações poéticas na família Cortez Gomes, Ana Maria e o médiuco Paulo Alfredo Simonetti Gomes (neto de dona Nati) e Maria das Graças, cujos poemas estão guardados na Inglaterra. Cinthia Larissa M. Cortez também poemas inéditos e alguns publicados numa antologia de novos poetas de Natal, organizada pela Sociedade dos Poetas Vivos do RN-SPVRN, da qual faz parte a poetisa Graça Faria. Esta é mais uma opinião pessoal. Vou tentar ouvir a opinião (ou ler?) do professor Roberto Lima. Vou tentar, repito. Motivo: Roberto Lima há cinco anos que não manda imeios para mim.
Foto de Nati Cortez e sua amiga Lilia Galvão, nos anos 50 numa praia de Natal. Foto de João Maria Cortez Gomes de Melo.
Além de Maria Natividade Cortez Gomes, são revelações poéticas na família Cortez Gomes, Ana Maria e o médiuco Paulo Alfredo Simonetti Gomes (neto de dona Nati) e Maria das Graças, cujos poemas estão guardados na Inglaterra. Cinthia Larissa M. Cortez também poemas inéditos e alguns publicados numa antologia de novos poetas de Natal, organizada pela Sociedade dos Poetas Vivos do RN-SPVRN, da qual faz parte a poetisa Graça Faria. Esta é mais uma opinião pessoal. Vou tentar ouvir a opinião (ou ler?) do professor Roberto Lima. Vou tentar, repito. Motivo: Roberto Lima há cinco anos que não manda imeios para mim.
Foto de Nati Cortez e sua amiga Lilia Galvão, nos anos 50 numa praia de Natal. Foto de João Maria Cortez Gomes de Melo.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Zé Saldanha, poeta popular.
Foi sepultado na manhã de hoje, no cemitério Morada da Paz, em Parnamirim, o poeta popular José Saldanha de Menezes Sobrinho, sapateiro e feirante em Currais Novos até fins da década de 70, quando veio morar em Candelária, em Natal, onde montou uma mercearia e bar "O Recanto do Sertão". Ele conheceu a poetisa Nati Cortez e foi inscrita na Associação Estadual de Poetas Populares-AEPP, no dia 24 de agosto de 1977, através do seu filho Rosáfico Saldanha Dantas, amigo dela. Rosáfico conheceu dona Nati através de Anilton de Souza, funcionário do antigo IDEC, hoje IDEMA, que funcionava defronte à casa de nº 453. Anilton é amigo de Rosáfico que visitou dona Nati muitas vêzes, pois participava do grupo de estudos ufológicos.
Anexo, a fotocópia da ficha de inscrição de Maria Natividade Cortez Gomes.
sábado, 30 de julho de 2011
Período junino passou. Mas não custa relembrar...
A Cangica – revista natalense
para as festas juninas.
Por Luiz Gonzaga Cortez .
A Revista A Cangica (com g mesmo), que circulou em Natal nos anos 30, editada por Francisco Tibyro, não tem páginas numeradas nem o nome da tipografia que imprimiu o número 06, junho de 1931, que eu tenho em mãos como preciosa relíquia documental das festas sãojoanescas do passado. Creio que existam outros exemplares na Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico do RN, em sebos e colecionadores. Além de não registrar nenhuma menção ao folclorista Luís da Câmara Cascudo, nesta edição (não conheço as anteriores), a página que seria a dois das 48 páginas, caso estivessem numeradas, traz uma revelação importante para mim. Um simples anúncio de bar é uma prova inconteste de que a expressão “lunche”, que originou o nosso lanche, já era usual em 1931, em Natal. Portanto, muitos anos antes da chegada dos americanos em Natal, durante a Segunda Guerra (1942/1946). Então, é conversa fiada que lanche “pegou” em Natal por causa dos americanos. O simplório anúncio do “Aéro-Bar”, de Vicente Romano, tinha o seguinte texto: “O mais completo e hygienico serviço de bar. Sorvetes, cremes, refrescos, frios, leite, qualhada, lunches, chocolatres, café, bolos, bebidas geladas, etc. Activo serviço de garçons.Avenida Tavares de Lyra – Ribeira”.
Para os padrões modernos, A Cangica recebia bom respaldo privado, principalmente de farmácias, armazéns, bares, restaurantes, importadores de veículos e máquinas de Natal e Macaíba, e estrangeiros. Sim, há uma publicidade da “Companhia Générale Aeropostale – C.G.A. – Serviço Postal Aéreo – Europa – Africa –Sul America”, que funcionava na Avenida Tavares de Lyra,34, que anunciava “Correio para todas as partes do mundo”, na sexta-feira para o sul e no sábado para a Europa.
Naqueles tempos as mulheres não usavam bolsas, mas carteiras, conforme anúncio de página inteira da firma A. Mesquita & Cia, na praça Augusto Severo, que tinha a loja “Natal Modelo” com “a mais alta novidade em chapéos para homens, senhoras e creanças”. Além de anúncios dos bares como a Cova da Onça, de Leite & Cia. dentre outros,há outros de O Bazar Carioca, de Pedro Affonso, Carlos Elihimas & Companhia, Agencia Internacional, Fábrica de Cigarros Vigilante, etc. Seria cansativo registrar todos os anúncios dos comerciantes da Ribeira e Cidade Alta. Publicidade oficial não há, assim como nenhum registro de atividade política. Só São João. Crônicas, sonetos, poemas, contos e pequenas histórias, algumas simplórias. O poeta Jayme Wanderley é um dos que ocupam mais espaços na revista e autor do editorial “O calor das fogueiras”, do qual transcrevo um trecho sobre os folguedos saojanescos daqueles tempos, mantendo a grafia da época: “As morenas timoratas, aquellas cujos olhos luminosos de esperanças rodeiam as mezas das advinhações caseiras; aquelas que procuram um prato tradicional de cangica, não a cabeça ensangüentada de um amoroso e romântico apaixonado, mas que cubiçam e cuidam encontrar a aliança que foi jogada no tacho fervente do doce gostoso, para saber o bom ou mau prenuncio, que lhes pode advir do casamento, as travessas, as inquietas, as deliciosas raparigas que fazem o sonho promissor depois dos jejuns, de sortilégios e rezas suspeitas, para ver se logram ou não a conquista do amor por que anseiam; as que brincam á margem das fogueiras crepitadoras, que alteiam a chamma entre improvisados jardins nos terreiros das vivendas em festas e se casam e se baptisam e se tomam de afinidades familiares, entre o alarido da creançada, o estalejar da lenha verde ardendo e a toada monótona dos violeiros adestrados, que rebatem e repinicam o hexacordio melodioso, de cujo bojo sonoro se desprende o rytmo suggestivo das CAPELLINHAS DE MELÃO e da scenas bizarras dos PASTORIS , todas essas bonecas anonymas, sereias de exquesitas seduções, imbuídas de superstições e de crendices, se illudem para enganar a alma que precisa de illusões”. Ufa!.
Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador
para as festas juninas.
Por Luiz Gonzaga Cortez .
A Revista A Cangica (com g mesmo), que circulou em Natal nos anos 30, editada por Francisco Tibyro, não tem páginas numeradas nem o nome da tipografia que imprimiu o número 06, junho de 1931, que eu tenho em mãos como preciosa relíquia documental das festas sãojoanescas do passado. Creio que existam outros exemplares na Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico do RN, em sebos e colecionadores. Além de não registrar nenhuma menção ao folclorista Luís da Câmara Cascudo, nesta edição (não conheço as anteriores), a página que seria a dois das 48 páginas, caso estivessem numeradas, traz uma revelação importante para mim. Um simples anúncio de bar é uma prova inconteste de que a expressão “lunche”, que originou o nosso lanche, já era usual em 1931, em Natal. Portanto, muitos anos antes da chegada dos americanos em Natal, durante a Segunda Guerra (1942/1946). Então, é conversa fiada que lanche “pegou” em Natal por causa dos americanos. O simplório anúncio do “Aéro-Bar”, de Vicente Romano, tinha o seguinte texto: “O mais completo e hygienico serviço de bar. Sorvetes, cremes, refrescos, frios, leite, qualhada, lunches, chocolatres, café, bolos, bebidas geladas, etc. Activo serviço de garçons.Avenida Tavares de Lyra – Ribeira”.
Para os padrões modernos, A Cangica recebia bom respaldo privado, principalmente de farmácias, armazéns, bares, restaurantes, importadores de veículos e máquinas de Natal e Macaíba, e estrangeiros. Sim, há uma publicidade da “Companhia Générale Aeropostale – C.G.A. – Serviço Postal Aéreo – Europa – Africa –Sul America”, que funcionava na Avenida Tavares de Lyra,34, que anunciava “Correio para todas as partes do mundo”, na sexta-feira para o sul e no sábado para a Europa.
Naqueles tempos as mulheres não usavam bolsas, mas carteiras, conforme anúncio de página inteira da firma A. Mesquita & Cia, na praça Augusto Severo, que tinha a loja “Natal Modelo” com “a mais alta novidade em chapéos para homens, senhoras e creanças”. Além de anúncios dos bares como a Cova da Onça, de Leite & Cia. dentre outros,há outros de O Bazar Carioca, de Pedro Affonso, Carlos Elihimas & Companhia, Agencia Internacional, Fábrica de Cigarros Vigilante, etc. Seria cansativo registrar todos os anúncios dos comerciantes da Ribeira e Cidade Alta. Publicidade oficial não há, assim como nenhum registro de atividade política. Só São João. Crônicas, sonetos, poemas, contos e pequenas histórias, algumas simplórias. O poeta Jayme Wanderley é um dos que ocupam mais espaços na revista e autor do editorial “O calor das fogueiras”, do qual transcrevo um trecho sobre os folguedos saojanescos daqueles tempos, mantendo a grafia da época: “As morenas timoratas, aquellas cujos olhos luminosos de esperanças rodeiam as mezas das advinhações caseiras; aquelas que procuram um prato tradicional de cangica, não a cabeça ensangüentada de um amoroso e romântico apaixonado, mas que cubiçam e cuidam encontrar a aliança que foi jogada no tacho fervente do doce gostoso, para saber o bom ou mau prenuncio, que lhes pode advir do casamento, as travessas, as inquietas, as deliciosas raparigas que fazem o sonho promissor depois dos jejuns, de sortilégios e rezas suspeitas, para ver se logram ou não a conquista do amor por que anseiam; as que brincam á margem das fogueiras crepitadoras, que alteiam a chamma entre improvisados jardins nos terreiros das vivendas em festas e se casam e se baptisam e se tomam de afinidades familiares, entre o alarido da creançada, o estalejar da lenha verde ardendo e a toada monótona dos violeiros adestrados, que rebatem e repinicam o hexacordio melodioso, de cujo bojo sonoro se desprende o rytmo suggestivo das CAPELLINHAS DE MELÃO e da scenas bizarras dos PASTORIS , todas essas bonecas anonymas, sereias de exquesitas seduções, imbuídas de superstições e de crendices, se illudem para enganar a alma que precisa de illusões”. Ufa!.
Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Pais e tios no jardim da casa.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Nati Cortez.
Maria Natividade Cortez Gomes (Nati Cortez), cujo nome de solteira era Maria Natividade da Silva, nasceu em Natal em 1914 e hoje é considerada a pioneira na literatura infantil do Rio Grande do Norte, quiçá do Nordeste. A professora Sonia Othon, potiguar, da UFRN e diretora do Museu Câmara Cascudo, foi a autora da assertiva sobre o seu pioneirismo no RN
. Nati Cortez escreveu peças teatrais para crianças e adultos, enfocando temas relacionados a ufologia e a vida de Natal nos anos 20/30/40 do século passado. Reprodução de foto (sem data) enviada por João Maria Cortez G. de Melo .
. Nati Cortez escreveu peças teatrais para crianças e adultos, enfocando temas relacionados a ufologia e a vida de Natal nos anos 20/30/40 do século passado. Reprodução de foto (sem data) enviada por João Maria Cortez G. de Melo .
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